O²^2 (Dioxigênio Ao Quadrado)

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Uma imagem de um cogumelo gigante ao longe, o garoto apenas observa da janela sem entender o que está acontecendo, então lhe falta oxigênio e ele adormece no tapete da sala.

O jovem acorda ao som das sirenes, que avisam que sua vila está novamente sendo atacada. Ele levanta da cama em um salto e corre para o arsenal no intuito de se armar, ao seguir para o estábulo percebe que sua montaria está sem sela, e decidiu ir assim mesmo. Assim que sai às ruas, montado e armado, avista os monstros que atacavam a vila, aranhas gigantes devorando os pobres habitantes e derrubando suas moradias.

Essa é a sina vivida pelo ser humano, após uma experiência dar terrivelmente errado houve uma grande alteração no oxigênio terrestre, agora com uma maior concentração da substância o homem pôde ficar mais forte, mais rápido e mais inteligente, mas a que custo? As poucas civilizações ainda existentes, são constantemente atacadas por artrópodes invertebrados gigantes. Seria esse o fim da raça humana? Ou é apenas o começo de uma nova era na história terrestre?

Em um outro tempo e outro lugar desta outra Terra, um homem vaga no deserto, o mesmo fora exilado de sua morada por crimes que por ele não foram cometidos, sem comida e com pouca água o pobre beirava a morte. Vagava por aquele local a dias na esperança de encontrar comida ou água, sua montaria morrera quilômetros atrás de sede, o homem não pôde fazer nada quanto a isso, apenas seguir em frente e arrancar um pedaço do animal para garantir a própria janta.

A apenas alguns metros dali um ninho de escorpiões ressoava pelas dunas. Eram escorpiões-rei, quando o homem viu aquilo desistiu da vida, sabia que aquele ali seria seu leito de morte.

O garoto está enfrentando as aranhas junto ao pequeno exército da vila. Todos montados em pequenos grilos que eram maiores que cavalos. A batalha parecia estar perdida, quando o líder da vila chegou montado em seu escorpião-rei que levou o último artrópode ao chão com suas pinças negras, ao qual possuíam tamanho similar a de uma casa pequena, e desferiu um golpe final com sua cauda peçonhenta, assim matando-o. Houve grande comoção entre os habitantes dali que ovacionavam seu líder, seu novo líder, que havia chegado a vila há poucos dias e foi declarado assim por ter sido o primeiro a domar um escorpião-rei.

Por: Wag Antonucci

Pecadores Humanum

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João estava cansado da sua vida, tinha dias que queria ser outra pessoa, de vez em quando ele até sentia certo nojo de ser humano. João estava andando pela rua, sempre andava a noite pra espairecer a mente. Desde algumas noites passadas ele sentia como se algo estivesse o vigiando, isso o incomodava muito, porém ele ignorou e continuou andando até que ouviu um barulho entre os carros na rua Antonio Freitas, apertou o passo, outro barulho, apertou mais o passo, barulho, ruas Priscila Ravagh, Michel Cristo, Luxuria, Avareza, Preguiça, Gula, Soberba “Que ruas são essas?” Ele se perguntou, quando ele percebeu que estava correndo e ofegante, decidiu se escondeu atrás de um Sedan, olhando pra noite procurando por algo na penumbra.

Ficou esperando, quando saiu por entre os carros da travessa da rua Tavares de Mello um ser de quatro, curvado , cinza, estava nu, não tinha partes genitais, seu rosto não tinha boca, nariz, nada, boca, NADA. Ele observou a criatura procurando pelos carros, então a besta o viu, não tinha olhos, mas parecia olhar. João ficou parado sem se mexer com o coração na mão, ficou observando a besta por alguns segundos, mas parecia uma eternidade, quando um olho saiu do rosto da criatura e o olhou profundamente, pra sua alma. “Você é indigno” disse a besta em sua mente e ela desapareceu.
João correu pra delegacia, estava apavorado, mas ninguém o ouvia, ninguém acreditava nele, dois guardas vieram em sua direção, mas não tinham rosto, vinham com passos apertados, em seus crachás diziam “Ira” e “Inveja” “VIEMOS LHE BUSCAR” disseram os guardas, quando percebeu que não estava mais na delegacia, mas sim em um lugar todo escuro, no chão estava sete criaturas iguais aquelas na rua se movendo e contorcendo “Te conhecemos, sabemos seus desejos por isso você é indigno. Você é o oitavo, o oitavo de nós, o oitavo pecado. Você ira nos renascer. Você representara a humanidade”.

Por: Gabriel Gon

Confissão

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“Dentro de uma estátua robótica havia um homem preso”
Havia um menino muito pobre que, quando crescesse, queria trabalhar com robótica. Sonhava com toda a força em criar robôs e enriquecer, pensando em um dia nunca mais ter a vida sofrida que conhecia tão bem. Ele cresceu com muito pouco e nunca teve condições de se especializar na área, mas, em suas muitas horas vagas ficava observando oficinas e mecânicas, apaixonado, querendo aprender sobre o assunto.

Com muito custo, em meio a todas as dificuldades, falta de dinheiro, fome, menosprezo e preconceito, conseguiu aprender o básico que precisava para poder crescer, ao menos um pouco, na sua vida miserável.

A infância sofrida e menosprezada, fez com que aprendesse a ser invisível para a sociedade e tirar proveito disso. Era até esperto e engenhoso em suas táticas de fazer dinheiro, mesmo que pouco, para se manter vivo. Conseguiu fazer alguns bicos trabalhando em construções, com aplicações de gesso e, a partir daí, descobriu a grande facilidade artística que tinha. Começou a construir estátuas públicas para a cidade e, sem nunca esquecer do seu verdadeiro sonho, teve uma idéia que achou que seria revolucionária e inédita: uma estátua robótica. Encontrou então, sua chance para enriquecer e seguir seu maior desejo, que era tão intenso, e seus conhecimentos tão rasos, que no desespero do momento, não viu outra escolha.

Uma mulher caminhava sozinha em uma rua deserta durante a noite. Ele encontrou sua vítima em potencial. Se aproximou da mulher e, com um pouco de clorofórmio, levou-a desacordada até seu pequeno local de trabalho, onde aplicou um droga imobilizadora e a cobriu com metal maleável.

Não a machucou de nenhuma outra forma, e ao fim do trabalho, ficou até bem parecido com sua idéia, deixando-a com pouca mobilidade, apenas na cintura, braços, pescoço e olhos. Sem total movimentação ela não consegue abrir a boca, ou se alimentar.

Hoje, dois dias depois desse caso, a estátua está lá, no centro da cidade e é a nova atração. Ela até tenta pedir socorro, mas ninguém consegue ouvi-la. E aquele homem pobre ? Já estou bem longe de lá, aliás, estou muito feliz por realizar meu sonho.


Texto inspirado em uma miniatura de C3PO

Por: Natália Heaven@

A Cidade Perdida

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Durante muitos anos a magnífica cidade submersa permaneceu em guerra. Seu povo lutava pela vida no fundo do mar contra criaturas muito maiores e mais numerosas que eles. Seus invasores eram seres abissais, metade humano e metade peixe, atacavam a metrópole constantemente a fim de tomar a cidade para eles, os tritões mais destemidos iam à frente de batalha para encará-los.
Homens e mulheres montados em golfinhos protegiam a cidade daqueles seres, incessantemente, na esperança de vencê-los, porém quase em vão. As únicas vantagens que os seres de Atlântida tinham sobre aquelas monstruosidades eram sua tecnologia avançada e seu intelecto.
Porém em um fatídico dia, o povo da cidade não havia recebido ataques até quase o findar da tarde. Quando detrás de um recife próximo surgiu um grande exército de criaturas horrendas seguidas de um ser maior que todas, um abissal com olhos brancos como pérolas e dentes saltando para fora de sua bocarra imensa. A batalha começou, uma guerra sangrenta entre aqueles seres e os soldados da cidade, o destino já estava traçado. O abissal com apenas um movimento derrubou mais de cinquenta tritões com suas garras, mutilando suas montarias. Não havia mais esperanças para aquele povo que se viu obrigado a bater em retirada e planejar sua retomada a cidade.
Eles, então, se posicionaram em uma base provisória em uma caverna próxima, e com a tecnologia que lhes restou fizeram próteses mecânicas de nadadeira para seus fiéis companheiros.
O povo de Atlântida aguarda por sua volta a cidade, poderão os Atlantes um dia vencer essa guerra e retornar ao seu tão amado reino?
Somente o tempo pode dizer.

Por: Wag Antonucci

Objeto

 

Acordei na madrugada, me levantei para pegar um copo d’água. Foi quando me deparei com um objeto brilhante no meu quarto, aquele mesmo que vi no meu sonho. Espera! Foi realmente um sonho?

Liguei a luz rapidamente, confusa e atordoada. Cheguei perto daquela “coisa” que mais parecia um… Robô ou algo assim, dourado, resplendia pela iluminação escura do meu quarto.

Sonhei na noite passada com aquilo, e foi horrível! Sensação daqueles sonhos em que acordamos no meio da noite, suspirando e transpirando.

Foi quando tudo aquilo voltou em minha mente, ecoando pelos laços e entrelaços que ali se faziam!

Me vi naquela floresta outra vez, com a luz de minha lanterna e a luz da lua para iluminar meus passos. Árvores por todas as partes, e no fundo escuridão! Apenas escuridão. Não sabia bem o que estava fazendo naquele lugar, mas eu tinha um objetivo.  Segurava em minhas mãos um rádio, daqueles walk tok que vemos em filmes, mas lembro-me que não funcionava, apenas chiava. E a cada passo que eu me aprofundava naquele breu infinito, mais o som agoniante e incessante do chiado me invadia.

Foi quando eu ouvi algo… parecia estar logo atrás de mim.

Me virei bruscamente, e com um solavanco, estendi meu braço pela intensa iluminação que feria as retinas dos meus olhos. Foi quando um estrondo me estremeceu…

Enxerguei com os olhos entreabertos algo vindo diante a mim, mas vinha lá de cima; como se alguém estivesse num avião ou coisa assim, me jogando algo.

Um objeto…   Um objeto que brilhava muito, tinha sua cor dourada e era pequeno. Caiu no chão diante de mim, as luzes de repente se foram; só havia novamente eu e minha lanterna, e agora aquilo… o peguei nas mãos. Analisei… Vi que não obtinha perigo algum! Olhei para os lados, analisei aquele objeto novamente… e com a minha ironia, ri consigo mesma, por que medo? Não me faria mal algum.   Era meio parecido com um robô, simplesmente o joguei no chão e segui minha caminhada com aquele walk tok.  Foi quando ouvi o chiado novamente, alguém tentava me dizer algo! E então eu acordei…

Voltei a realidade, onde estava me lembrando desse pesadelo e analisando… bem ali na minha frente, aquele robozinho dourado de meu sonho.  Me virei, e me dei conta de que o walk tok também estava ali!

Foi quando ouvi um barulho.   Algo disse “Olhe para mim”

Virei-me bruscamente e ali vi algo que jamais esquecerei.

Alguém estava de pé diante de minha cama, me olhando. Era aquilo! Aquele objeto, agora ele estava ali, me olhando… me observando… se metamorfoseou e pulou pela minha janela.

Foi quando me deparei que eu não estava em casa, havia árvores, havia mato… muito mato. Eu ainda não havia acordado!

 

 

Por: Letícia Santos